segunda-feira, 9 de maio de 2011

Opiniões

Finalizando, cada integrante do grupo tirou suas próprias conclusões a respeito dos Druidas.

"Meu ponto de vista dos Druidas antes era basicamente o que Contos de Fadas e livros de Era Medieval (ex: Senhor dos Anéis) falavam e ilustravam. Após fazer a pesquisa, descobri que como em toda religião, tem líderes, Deuses e regras para serem seguidas."
Jessyca


"O Druidismo não é uma religião muito conhecida. Sendo assim, acreditava que esta religião prezava a Natureza e os Druidas tinham alguma relação com o movimento social Hippie. Ao acompanhar a entrevista e o ritual, pude observar que é uma religião extremamente politeísta, honrando, admirando e respeitando seus Deuses. Esta religião também respeita, cuida e defende a Natureza. Um exemplo deste respeito poder ser visto quando eles levam em consideração que algum ser deixou de viver para sustentar e alimentar outro ser vivo."
Anne


"Antes de iniciar a pesquisa do tema em si, eu tinha uma certa opinião formada sobre os Druidas... Acreditava que fossem pessoas totalmente ligadas à Natureza, não que fossem capazes de fazer magia ou algo do tipo, mas que recorressem a ervas medicinais para tratamentos e tudo obtido de maneira mais natural possível. Nunca me aprofundem na cultura, gostava mais da mitologia.
Agora, que podemos conversar, questionar e participar do ritual, vejo que uma parte era verdade, porém, eles não vivem só voltados à Natureza, vivem exatamente como nós, tentando evitar desperdícios, maus tratos aos animais, cultivam sua cultura de uma forma não arcaica, trazendo a cultura mais para a atualidade."
Eliane


"Já tinha um conhecimento sobre os Druidas, porém, não aprofundado. Sabia que se tratava de uma religião pagã, oriunda dos Celtas, mas nunca pesquisei sobre seus rituais, crenças e costumes próprios. Curti bastante o ritual que participamos, o oráculo de Ogham, que eu não conhecia... Enfim, é uma religião com costumes parecidos com a minha, portanto não estranhei, apenas me surpreendi de forma positiva."
Fernanda


Resumo

O grupo escolhido para o trabalho de Grupos Sociais foram os Druidas, mais especificamente o Clã Caer Tabebuya, atualmente formado por dois Druidas e duas Druidesas. O Clã foi formado inicialmente como grupo de estudos de cultura Celta, e em 2010 virou um Clã com finalidade de encontros para rituais religiosos abertos ou fechados ao público, confraternizações e também para dar continuidade aos estudos Celtas. Os integrantes têm em comum suas crenças nos Deuses Celtas e o desejo de resgatar essa cultura e modo de vida, claro, adaptada aos dias de hoje. Por se tratar de um número pequeno de integrantes, a convivência no Clã é mais harmoniosa. Em geral, os Druidas não sofrem preconceito devido ao fato de serem pouco conhecidos como uma religião em si, ao contrário de outras correntes pagãs, como a Bruxaria, cujos seguidores são mais perseguidos por leigos.





Para quem quiser saber mais sobre o Clã Caer Tabebuya, acesse o link:
http://www.druidismo.com.br

sábado, 7 de maio de 2011

Ritual de Beltane

Dia 1º de Maio fomos convidados pela Druidesa Andréa para participar do Ritual de Beltane, um importante ritual para os Druidas, assim como Samhain.




Palavras iniciais da Druidesa


Ao som de tambores


Fogo de Belenus


Momento de reflexão


Purificação


Cânticos


Danças


Cânticos


Frutos


Oferendas para Belenus


Altar


Tambor


Tambor e sinos


Altar


Druidesa Cristina, Druidesa Andréa, Druida Simão, Druida Marcos, Fernanda, Eliane


Fotos: Anne

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Celtas e Hy-Brasil

Há uma lenda celta acerca de uma ilha maravilhosa chamada Hy-Brasil.

Tudo começou quando um monge irlandês, por volta de 565 D.C., após uma viagem marítima, descreveu um de seus locais visitados como uma terra mágica, cheia de belezas naturais, exuberância, etc. Segundo o monge, tal local maravilhoso era uma ilha localizada ao sudoeste da Irlanda.
Depois de seus relatos, os Celtas consideravam tal ilha como o paraíso, o local para onde iriam depois de mortos.
Essa lenda é conhecida como Hy-Brasil.

Esta ilha mítica já estava presente em cartografias datadas muito anterior à 1500. Não só o comércio fez o homem europeu largar seu país e desbravar um oceano. A promessa de uma terra mágica e de um local onde o verão é eterno também contribuíram para tal feitio. Teria Cabral encontrado a tão sonhada Hy-Brasil das lendas celtas?

Há algumas traduções para a palavra Brasil. Uma delas seria derivada de "brasas" - em chamas, vermelho. Em céltico, O'Brasil seria "o descendente do vermelho". Outra suposta tradução seria "breas ail" - ilha abençoada.
Vale lembrar que a árvore "pau-brasil" foi assim nomeada pelos colonizadores, pois os nativos a chamavam de araboutan ou ybirapytanga.

Qual o verdadeiro significado de Brasil então? E porque nosso país tem esse nome? Cabral veio parar aqui acidentalmente ou havia uma lenda de Hy-Brasil enraizada em seus sonhos de navegador europeu?

Ficam as dúvidas...


Cartografia de Hy-Brasil



Fonte: http://hybrasil3.blogspot.com/2009/02/hy-brazil-lenda.html

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Entrevista com a Druidesa Andréa - Parte 2




Continuação da entrevista.


Quais são os rituais mais importantes?
A: Celebramos o Imbolc, Beltane, Samhain e Lughnasadh. Imbolc é em homenagem à Deusa Brigit. Na Irlanda há uma Santa chamada Sta. Brígida, porém, não há provas de que ela existiu. Acredita-se que os padres pegaram a imagem da Deusa Brigit, que era adorada por muitos, e "catolizaram-na", transformando-a em Sta. Brígida. Beltane é um festival de purificação. Lughnasadh é em homenagem à mãe do Deus Lugh, a Deusa Taitiu, que representa a terra. E Samhain, o mais importante dos festivais, homenageamos Dagda e Morrighan, que representam a união da Vida e da Morte.


Que instrumentos usam nos rituais? Vocês mesmos que fabricam?
A: Usamos tambores, adagas, espadas, roupas especiais. As roupas nós desenhamos e levavamos para uma costureira. Os tambores, um dos membros que confecciona. Quanta às adagas e espadas, compramos prontos.


Vocês têm um alfabeto próprio? Um idioma?
A: Os idiomas usados pelos Druidas são o Gaélico, Irlandês e Escocês. Mas aqui no Brasil, usamos o Português mesmo. Quanto ao alfabeto, usamos o Ogham como Oráculo, também chamado de alfabeto celta das árvores.


Tem alguma restrição alimentar?
A: Não, isto é pessoal. O que fazemos é nos abster de algum alimento que gostamos muito antes dos rituais fechados. Seria como um sacrifício pessoal. Nossa alimentação é baseada no respeito e na honra, e acima de tudo no equilíbrio. Qualquer excesso seria um abuso contra a Mãe Terra, seja vegetal ou animal. Também honramos os espíritos dos que morreram para nos alimentarmos. É importante saber o que vamos comer, para não desonrarmos, evitando também assim, o desperdício.


Há alguma matriz? Uma igreja?
A: Não há matriz. Há lugares que consideramos especiais, como o Stonehenge, que é super disputado pelos pagãos em épocas de grandes festivais.


Vocês utilizam magia?
A: Trabalhamos com magias naturais, que é o tipo de magia onde fazemos o uso de elementos da Natureza, como ervas, fogo. Fazemos orações repetitivas, audições.


Os Druidas sofrem preconceitos religiosos?
A: Muito raramente. Mas também não fico falando abertamente para todos sobre o assunto, para evitar curiosos.


Vocês passam os conhecimentos do druidismo para seus filhos? Os Druidas batizam crianças?
A: Passamos informações para as crianças de maneira indireta, como respeitar uma planta, um animal, explicar que nós humanos não somos superiores a nenhum ser na Terra, etc. Os Druidas não batizam, o que fazemos é uma apresentação de bebês às Deidades.


(...)

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Entrevista com a Druidesa Andréa - Parte 1




Sábado, dia 02 de Abril, entrevistamos a Druidesa Andréa, e ela nos contou um pouco mais sobre a Cultura Celta e os Druidas.

Qual a origem dos Druidas no Brasil? 
A: O Druidismo no Brasil começou depois da Wicca, por volta da década de 70, vários indivíduos se juntaram para formar grupos de estudos. O nosso grupo começou há uns 10 anos. A Druidesa Emma Restall Orr passou seus ensinamentos ao Cláudio Crow, e ele nos treinou. Ele tinha um Espaço Cultural, onde ministrava Workshops sobre Cultura Celta e Druidismo. Alguns grupos seguem o que chamamos de Reconstrucionismo Celta, onde eles tentam resgatar a cultura, sem fugir da raiz. Já o nosso clã é mais flexível, nós tentamos resgatar a cultura celta e ao mesmo tempo usufruir da cultura local, como usar cânticos no estilo tupi em alguns rituais.


Vocês crêem em Deus? Deuses?
A: Acreditamos numa Força Criadora Universal e em Deuses. Os Deuses podem ser essencialmente espirituais e locais. Fazemos reverências para conquistar o respeito deles. Cada Deus tem sua personalidade e devemos aguardar o momento certo para falar com alguma deidade.


Quem eram os Druidas na sociedade Celta? Como eram seus estudos?
A: Séculos atrás os aprendizes passavam 20 anos estudando para se tornar um Druida. Alguns desses ensinamentos as crianças hoje já aprendem na escola (biologia, geografia, história, matemática...). Depois esses aprendizes escolhiam um caminho, assim como um estudante escolhe uma faculdade. Haviam os Druidas especialistas em conhecimentos médicos, os juízes, os professores, os poetas...


Se alguém quiser ser Druida hoje, o que ela deveria fazer?
A: Atualmente não há mais esse Espaço Cultural do Cláudio Crow. Há alguns anos nós dávamos palestras para aprendizes, o Grupo Semente. Mas hoje estamos mais fechados, estamos investindo no crescimento de nossa espiritualidade primeiramente. Porém, há outros Grupos e Clãs abertos no Brasil. Vale lembrar que uma pessoa que queira seguir o caminho do Druidismo, deverá encará-lo como religião.



Obs: Os vídeos serão postados posteriormente.

domingo, 27 de março de 2011

Festivais Celtas

Os Festivais Celtas são oito, e são divididos em quatro Albans (Solstícios e Equinócios) e quatro Festivais do Fogo.

Os Albans são eventos astronômicos. Quando se trata de magia, é importante que a cerimônia seja realizada o mais próximo possível do exato momento.

Os Festivais do Fogo se intercalam com os Albans, e referem-se à festividades relacionadas à uma ou mais deidades e também a um momento particular do ano relacionado à estação e ao calendário agricultural celta. As datas de festividades são mais flexíveis, alguns até optam por celebrar de maneira solitária no dia exato, e depois e em outro dia dividir a cerimônia com o grupo druídico.

Os Albans são:
- Alban Arthan - Luz do Urso - Solstício de Inverno
- Alban Eilir - Luz da Regeneração - Equinócio de Primavera
- Alban Hefin - Luz do Verão - Solstício de Verão
- Alban Elfed - Luz do Outono - Equinócio de Outono

Os Festivais do Fogo são:
- Oilmec ou Imbolc (do gaélico "lactação das ovelhas")
- Beltane ou Belteinne (do gaélico "fogo de Belenus")
- Samhain ou Samhuinn (do gaélico "fim do verão")
- Lughnasadh (do gaélico "festival de Lugh")